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Concacaf rejeita proposta da FIFA de vender competições e é mais uma a se opor a Infantino

Assim como a UEFA, Concacaf se opõe a proposta formulada pelo presidente da FIFA

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          Em uma demonstração de unidade sem precedentes, as 41 federações nacionais filiadas à Concacaf (Confederação das Américas do Norte, Central e Caribe) reuniram-se em caráter de emergência nesta quinta-feira (30/07) e decidiram, por unanimidade, opor-se formalmente à proposta da Fifa de criar uma subsidiária comercial e vender participações acionárias a investidores privados. A decisão foi tomada durante uma videoconferência que incluiu representantes de potências do futebol regional, como Estados Unidos, México e Canadá — países que sediaram a última Copa do Mundo.

          Veja as fotos

          Reprodução/FIFA World Cup
          A partida foi marcada pelo domínio espanhol.Reprodução/FIFA World Cup
          Reprodução/AFA
          Bandeiras de Espanha e Argentina na cerimônia antes do início da partida.Reprodução/AFA
          Reprodução/@alejandrodominguezws
          Alejandro Domínguez, presidente da Conmebol, e Gianni Infantino, presidente da Fifa.Reprodução/@alejandrodominguezws
          Reprodução/Cazé TV
          Lamine Yamal e Lionel Messi na final da Copa do Mundo.Reprodução/Cazé TV
          A Argentina está na final da Copa do Mundo de 2026 / Foto: Reprodução Instagram @afaseleccion
          A Argentina está na final da Copa do Mundo de 2026 / Foto: Reprodução Instagram @afaseleccion
          A Argentina está na final da Copa do Mundo de 2026 / Foto: Reprodução Instagram @afaseleccion
          A Argentina está na final da Copa do Mundo de 2026 / Foto: Reprodução Instagram @afaseleccion

          Contexto da proposta da Fifa

          O plano, batizado de Fifa Forward Enterprise (FFE), foi divulgado pela entidade máxima do futebol mundial na última terça-feira (28) e prevê a criação de uma empresa avaliada em US$ 20 bilhões (cerca de R$ 102,6 bilhões). A Fifa pretende vender até 20% de participação nessa nova subsidiária para investidores externos, o que poderia arrecadar aproximadamente US$ 4,2 bilhões (R$ 21,5 bilhões) para a entidade.

          A proposta ainda está em fase de consulta e precisa ser aprovada em votação que envolva todas as 211 associações-membro da Fifa. Cada federação nacional teria a oportunidade de adquirir, em caráter único, uma participação de US$ 20 milhões (R$ 111 milhões) na empresa, equivalente a 0,1% do capital.

          Motivos da oposição

          A Concacaf não foi a primeira confederação a se manifestar contra o projeto. A Uefa (União das Associações Europeias de Futebol), que reúne 55 federações, foi a pioneira na reação e classificou a ideia como uma “linha que não deve ser ultrapassada”. A Confederação Asiática de Futebol (AFC) também expressou preocupação com a proposta.

          Os principais pontos de crítica das confederações incluem:

          • Falta de consulta prévia: Tanto a Concacaf quanto a AFC afirmaram ter tomado conhecimento do plano apenas por meio da imprensa, e não através de discussões oficiais com os órgãos de governança do futebol.oglobo.

          • Ausência de transparência: A Concacaf classificou o processo como “carente de devido processo” e lamentou que detalhes do projeto tenham sido divulgados publicamente antes de qualquer debate com as partes interessadas

          • Riscos à governança: Há preocupação com os aspectos legais, comerciais e estratégicos de permitir que investidores privados tenham participação em competições como a Copa do Mundo.

          Impacto da decisão

          A união entre Uefa, Concacaf e AFC representa uma maioria significativa no futebol mundial: juntas, essas três confederações englobam 143 das 211 federações filiadas à Fifa. Essa ampla coalizão aumenta consideravelmente a pressão sobre o presidente Gianni Infantino e o conselho da Fifa para que reconsiderem ou modifiquem substancialmente a proposta.

          A Fifa afirmou, por meio de nota, que a proposta ainda está em fase de consulta e que continuará buscando o feedback das federações membro antes de tomar uma decisão final. As 211 associações nacionais têm prazo até 19 de setembro para se manifestar sobre o modelo proposto.

          Repercussão no cenário futebolístico

          A crise gerada pela proposta da Fifa é considerada uma das mais graves já vividas pela entidade em sua história recente. Especialistas apontam que a abertura de participações acionárias em competições como a Copa do Mundo pode comprometer a integridade esportiva e a autonomia das federações nacionais em decisões que afetam o futuro do futebol mundial.

          Até o fechamento desta matéria, a Conmebol (Confederação Sul-Americana de Futebol) ainda não havia se manifestado oficialmente sobre o assunto.

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