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ONG de Léo Moura é suspeita de superfaturar materiais em programa de R$ 45 milhões

ONG do ex-jogador pode ter de devolver R$ 2,7 milhões aos cofres públicos

Ídolo do Flamengo, Léo Moura terá de lidar com um problemão na ONG que leva o nome do jogador. A Controladoria Geral da União (CGU) encontrou irregularidades com superfaturamento de materiais esportivos, corrosão na infraestrutura e problemas de comprovação de serviços em um projeto do Instituto Léo Moura Sports (ILM), do qual foram destinados cerca de R$ 45 milhões de verba pública entre os anos de 2020 e 2022.

A CGU recomendou ao Ministério do Esporte o corte no repasse dos pagamentos dos projetos do ILM, além de que o órgão peça o ressarcimento de R$ 2,7 milhões em relação ao superfaturamento, que pode chegar a um valor maior, já que foi recomendada a identificação de todos os itens que porventura estejam com sobrepreço.

Problemas a caminho

De acordo com o próprio Ministério do Esporte, a competência para se lidar com boa parte dos recursos do projeto não cabe ao órgão, já que a maioria dos R$ 45 milhões destinados ao ILM saíram de emendas parlamentares, ou seja, não seria um caso para um ministério ligado ao Poder Executivo que deveria lidar, mas sim o Legislativo, já que o dinheiro saiu do Congresso.

Outra parte da verba pública destinada à ONG de Léo Moura foi enviado no governo anterior ao que está à frente do Executivo e além disso, o Ministério do Esporte era uma Secretaria Especial ligada ao Ministério da Cidadania.

O superfaturamento de produtos ultrapassa a casa dos R$ 2 milhões, conforme diz o relatório da CGU, que mostra o valor de R$ 778,9 mil em compra de materiais, locações e contratações de serviços e de R$ 1,91 milhão em não comprovação da quantidade de itens e das prestações de serviços.

Saco de “laranjas”

Com o superfaturamento em produtos, foi possível descobrir empresas de fachada, chamadas de empresas “laranja”, que participaram de disputas em licitações em nome da ONG do ex-jogador.

Em alguns casos, supostas filiais e empresas ligadas ao ILM sequer reconheciam as propostas da ONG como sendo delas. Algumas estavam localizadas em endereços diferentes ou nem mesmo existiam.

Uma das empresas que teria participado de licitações em 2020 e 2022, era de um órgão burocrático de um hospital desde 2019.

No Amapá, a Federação de Futebol Amapaense (FAF) e a filial da ILM estão localizadas no mesmo endereço e, segundo a CGU, a entidade máxima do futebol no estado do Norte “é de uma colaboradora contratada pela ILM e cujo e-mail seria do coordenador”.
 

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