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Polícia Federal prende filho do “careca do INSS” em nova fase da operação

Agentes estão cumprindo mais de 50 mandados de busca e apreensão nesta quinta

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          Nesta quinta-feira (18/12), a Polícia Federal prendeu Romeu Carvalho Antunes, filho de Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “careca do INSS“, e Eric Fidélis, filho do ex-diretor de benefícios do órgão, André Fideles. O secretário-executivo do Ministério da Previdência, Adroaldo Portal, teve a prisão domiciliar decretada. Já contra o senador Weverton Rocha (PDT-MA), foram cumpridos mandados de busca e apreensão. Ambos são alvos da operação que investiga um esquema nacional de descontos ilegais em aposentadorias do INSS.

          Antônio está preso pelo mesmo esquema desde setembro deste ano de 2025. A operação é chamada de Sem Desconto e, ao todo, estão sendo cumpridos 52 mandados de busca e apreensão, 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

          Veja as fotos

          Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
          Polícia Federal prende filho do "careca do INSS" em nova fase de operaçãoFoto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
          Divulgação PF
          Prédio da Polícia Federal em BrasíliaDivulgação PF
          Internet Reprodução
          Careca do INSSInternet Reprodução

          As ações acontecem nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal.

          O objetivo da fase da operação de hoje é “esclarecer a prática dos crimes de inserção de dados falsos em sistemas oficiais, constituição de organização criminosa, estelionato previdenciário e atos de ocultação e dilapidação patrimonial”.

          A equipe do deputado Alfredo Gaspar, relator da CPMI do INSS, emitiu uma nota sobre a operação.

          Leia na íntegra:

          “As novas ações deflagradas nesta quinta-feira (18), em mais uma etapa da Operação Sem Desconto, em diversos estados do país e no Distrito Federal, reforçam a gravidade do esquema criminoso que lesou aposentados e pensionistas do INSS e confirmam a importância do trabalho que vem sendo realizado pela CPMI do INSS.

          É importante destacar que, entre os alvos, estão pessoas e políticos já citados várias vezes durante o meu trabalho como relator na Comissão. Entre eles, já havia formalizado o pedido de oitiva do senador Weverton Rocha, a fim de prestar depoimento no colegiado e esclarecer seu relacionamento com Antônio Carlos Camilo, o “Careca do INSS”. Além disso, já havia solicitado as prisões preventivas de Romeu Antunes e Éric Fidelis, presos hoje, por suas ligações com esse grave crime contra aposentados e pensionistas.

          A comissão tem atuado de forma firme para colocar luz sobre práticas criminosas, como a inserção de dados falsos em sistemas oficiais, a constituição de organizações criminosas, o estelionato previdenciário e os atos de ocultação e dilapidação patrimonial. Operações como a de hoje mostram que, apesar da blindagem, nossos apontamentos demonstram que as investigações estão no caminho certo, seguem avançando e que, mais cedo ou mais tarde, os responsáveis serão alcançados.

          Nosso compromisso é com a verdade, com a responsabilização dos envolvidos e, sobretudo, com a defesa dos aposentados e pensionistas que foram vítimas desse esquema. Parabéns ao ministro André Mendonça, que segue fazendo sua parte com uma investigação íntegra, e à Polícia Federal.”

          Relembre

          No fim de abril, a primeira fase da operação Sem Desconto foi deflagrada pela PF e pela Controladoria-Geral da União, revelando um esquema de descontos associativos não autorizados em aposentadorias e pensões.

          Segundo os agentes, as fraudes podiam chegar a cerca de R$ 6 bilhões. De abril até dezembro, ao menos 18 pessoas foram presas, entre políticos e empresários. Com a operação de hoje, já são nove fases da operação realizadas pela Polícia Federal.

          Antônio Carlos Camilo Antunes, o “careca do INSS”, é acusado de operar um esquema de desvio de recursos de aposentados e pensionistas cadastrados no INSS. Ao todo, pessoas físicas e jurídicas ligadas a ele receberam R$ 53.585.689,10 diretamente das entidades associativas ou por meio de suas empresas.

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