Rússia faz maior ofensiva contra Kiev desde o início da guerra e deixa ao menos 13 mortos
Bombardeio de 11 horas com mísseis e drones atingiu todos os distritos da capital ucraniana
A capital da Ucrânia viveu uma de suas madrugadas mais devastadoras desde o início da guerra. Em um ataque que durou cerca de 11 horas, a Rússia lançou centenas de drones e dezenas de mísseis contra Kiev, provocando destruição em larga escala, deixando ao menos 13 mortos e cerca de 90 feridos, segundo o presidente Volodymyr Zelenskyy.
A ofensiva atingiu os dez distritos da cidade e danificou edifícios residenciais, prédios públicos e um estacionamento de ambulâncias. Equipes de resgate passaram horas retirando vítimas dos escombros, enquanto incêndios se espalharam por diferentes regiões da capital. Entre os feridos estão profissionais da saúde, incluindo um paramédico em estado grave.
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Durante toda a madrugada, moradores buscaram proteção em estações de metrô e abrigos subterrâneos levando crianças, animais de estimação e pertences pessoais. O prefeito de Kiev, Vitali Klitschko, decretou luto oficial em memória das vítimas e classificou o bombardeio como o mais intenso já sofrido pela cidade desde o começo da invasão russa, em fevereiro de 2022.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, as tropas russas dispararam 74 mísseis e 496 drones. Após o ataque, o presidente Volodymyr Zelensky interrompeu sua agenda oficial na Irlanda para retornar ao país. O governo ucraniano voltou a solicitar apoio internacional, incluindo autorização dos Estados Unidos para produzir mísseis Patriot em território ucraniano.
Do lado russo, o Ministério da Defesa informou que a ofensiva teve como alvo instalações militares e de energia, classificando a ação como uma resposta aos ataques promovidos pela Ucrânia em território russo. O Kremlin negou que civis tenham sido alvo e afirmou que continuará intensificando a pressão militar.
Nos últimos meses, os dois países ampliaram as ofensivas de longa distância. Enquanto a Rússia intensifica os bombardeios sobre cidades ucranianas, a Ucrânia tem realizado ataques com drones contra instalações militares e do setor energético em território russo. Apesar das recentes tentativas de negociação propostas por Kiev, o conflito permanece sem perspectiva de um cessar-fogo e já dura quatro anos.
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