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Tio de Guilherme Boulos morre após ser atropelado durante briga de trânsito em SP

O condutor, que atropelou o tio de Boulos, foi indiciado por homicídio doloso, classificação aplicada a casos em que há intenção de matar

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          O dentista Carlos Boulos, de 80 anos, tio de Guilherme Boulos (PSOL-SP), ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, morreu na madrugada desta terça-feira (6/10), após passar três dias internado no Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele foi atropelado na noite de sábado (3/10), na Avenida 23 de Maio, durante um desentendimento no trânsito. As informações foram divulgadas pelo g1.

          De acordo com as informações apuradas pela polícia, Carlos saiu da caminhonete em que estava para confrontar o condutor de um carro que vinha logo atrás, após uma discussão. Na sequência, o motorista teria acelerado em direção ao dentista, que foi atingido e caiu no asfalto. Com o impacto, ele bateu a cabeça e sofreu lesões graves.

          Veja as fotos

          Foto: Guilherme Santos/Sul21
          Guilherme BoulosFoto: Guilherme Santos/Sul21
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          A ocorrência foi registrada em vídeo por uma testemunha que acompanhava a situação de um veículo que estava atrás dos envolvidos. Outras duas pessoas também presenciaram o episódio. A gravação foi utilizada pelos investigadores para identificar a placa do automóvel envolvido.

          Até o momento, Guilherme Boulos não se pronunciou publicamente sobre a morte do tio. Também não foram divulgados detalhes sobre o velório e o sepultamento.

          Motorista é indiciado por homicídio doloso

          A investigação está sob responsabilidade do 5º Distrito Policial, localizado na Aclimação, na capital paulista. Conforme a Secretaria da Segurança Pública (SSP), o condutor foi indiciado por homicídio doloso, classificação aplicada a casos em que há intenção de matar.

          Em um primeiro momento, a polícia informou que o motorista havia deixado o local do atropelamento e estava sendo procurado. Posteriormente, ele compareceu à Polícia Civil para prestar depoimento e apresentou sua versão dos acontecimentos. Após ser ouvido, foi liberado, sem prisão em flagrante.

          Em nota, a SSP informou que as apurações continuam para esclarecer as circunstâncias da morte. “A autoridade policial trabalha para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário”, informou a pasta.

          Defesa alega que motorista se sentiu ameaçado

          O advogado Natan Tolintino, que representa o condutor, sustenta que seu cliente tentou sair do local por temer pela própria segurança e pela integridade da esposa e do filho.

          Segundo a defesa, não houve intenção de atropelar Carlos Boulos. O advogado afirma que os relatos dos familiares do motorista corroboram essa versão dos fatos.

          A representação jurídica também argumenta que a reconstituição da dinâmica do episódio dependerá da análise das gravações, dos exames periciais e das demais provas coletadas ao longo do inquérito.

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