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Após prisão de Bolsonaro, PL intensifica ofensiva no Congresso por anistia

O partido decidiu priorizar o projeto que perdoa os condenados pelos atos de 8 de janeiro, buscando acelerar sua tramitação e unificar a estratégia da sigla

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          O Partido Liberal (PL) decidiu reorganizar sua atuação no Poder Legislativo após a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro. O eixo central agora é a retomada da proposta que concede anistia aos envolvidos nos ataques de 8 de janeiro de 2023. O movimento foi definido em uma série de reuniões realizadas nesta segunda-feira (24/11), em Brasília, com a cúpula da sigla e integrantes da família Bolsonaro.

          A avaliação interna é de que o momento criado pela prisão preventiva do ex-presidente deve ser usado para pressionar o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos/PB), a levar o texto ao plenário. O debate estava parado havia semanas, mas aliados afirmam que a prisão criou um “novo cenário político” que exigiria uma resposta imediata do Congresso.

          Veja as fotos

          Foto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
          Câmara do Deputados aprova regime de urgência para projeto sobre anistiaFoto: Bruno Spada/Câmara dos Deputados
          Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
          Senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ)Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
          Reprodução: GloboNews
          Jair Bolsonaro preso na PF em Brasília, no DFReprodução: GloboNews
          Reprodução: CIME
          Tornozeleira de Jair Bolsonaro danificadaReprodução: CIME
          Crédito: Reprodução Internet
          Casa de Jair Bolsonaro em Brasília, no DFCrédito: Reprodução Internet

          Após o encontro, o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) voltou a defender que o único foco da legenda será a aprovação do projeto de anistia, descartando qualquer negociação sobre a dosimetria das penas, como vinha sendo articulado pelo relator Paulinho da Força (Solidariedade/SP): “Não abrimos mão de buscar isentar essas punições absurdas que estão sendo impostas a pessoas inocentes. Eu fiz um chamado para orar pelo presidente Bolsonaro, pela sua saúde, por justiça. Vamos usar nossos artifícios regimentais para aprovar a anistia. Não temos compromisso nenhum com a dosimetria. Que vença quem tiver mais votos”, declarou o senador.

          Segundo integrantes do partido, a rejeição ao debate sobre dosimetria não é apenas estratégica: eles afirmam não ter votos suficientes para aprovar o perdão amplo e estudam apresentar um destaque em plenário para livrar Bolsonaro de condenações futuras.

          A reunião que redirecionou a estratégia contou com Michelle Bolsonaro, bem como com os filhos Carlos, Jair Renan e Flávio Bolsonaro. O presidente do partido, Valdemar Costa Neto, conduziu as discussões, que também envolveram deputados e senadores da sigla.

          Relatos feitos à imprensa indicam que, além da anistia, o grupo decidiu reforçar a atuação contra a indicação de Jorge Messias ao STF. A rejeição ao nome do advogado-geral da União já era a posição oficial do PL, mas agora deve ser tratada como prioridade paralela.

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