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Com tarifaço, governo libera compra direta de perecíveis; café e carne ficam fora

Medida inclui pescados, frutas e castanhas em sistema de aquisição emergencial

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          O governo federal autorizou uma nova modalidade de compras públicas para conter os efeitos da tarifa de 50% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros. Agora, alimentos como pescados, frutas tropicais e mel poderão ser adquiridos de forma simplificada por prefeituras, estados e órgãos federais, sem necessidade de licitação.

          A decisão, publicada em edição extra do Diário Oficial da União da última sexta-feira (22/8), abrange produtos como açaí, manga, uva, água de coco, mel, castanhas e peixes como tilápia, pargo e corvina. A regra permite o uso desses alimentos em programas de merenda escolar, abastecimento de hospitais públicos e formação de estoques alimentares.

          Veja as fotos

          Reprodução: Youube/Canal Gov
          "Não vamos chorar se EUA não quiser comprar", diz Lula sobre exportaçõesReprodução: Youube/Canal Gov
          Foto: Agência Gov
          Lula ao telefoneFoto: Agência Gov
          Reprodução: YouTube/Itatiaia
          Fernando Haddad em entrevista à rádio ItatiaiaReprodução: YouTube/Itatiaia
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          Geraldo Alckmin, vice-presidente do Governo LulaFoto: - Luis Blanco/A2IMG
          Reprodução: Truth Social/Shealah Craighead/Montagem
          Carta de Trump ao presidente da Coreia do Sul impondo tarifas de 25% sobre produtos importados do paísReprodução: Truth Social/Shealah Craighead/Montagem

          Apesar de também terem sido atingidos pelas tarifas americanas, café e carne bovina ficaram de fora da medida. Segundo o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, esses itens ainda têm mercado no exterior, o que justificaria sua exclusão da lista emergencial.

          “Tem outros mercados que querem o café brasileiro, já que não têm grande disponibilidade. O fato de o café não ter entrado é por essa razão. A carne, igualmente, tem outros mercados que vão querer a carne brasileira, que é muito barata e de altíssima qualidade”, afirmou o ministro. Ele também disse acreditar que esses produtos ainda podem ser beneficiados por isenções futuras nos EUA.

          Para viabilizar a compra direta dos alimentos afetados, o governo dispensou exigências como licitação e estudos técnicos prévios, estabelecendo um processo rápido, com validade inicial de até seis meses. O objetivo, segundo Paulo Teixeira, é evitar que produtos altamente perecíveis se percam sem destino de mercado.

          A verba para essas compras já está prevista no orçamento federal, de cerca de R$ 6 bilhões anuais e, segundo o governo, é suficiente para atender à nova demanda emergencial.

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