Defesa de Heleno provoca Moraes: “Um juiz julgador ou um juiz inquisidor?”
Advogado questiona postura do ministro do STF em interrogatório de testemunhas
O segundo dia do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e de seus aliados no Supremo Tribunal Federal (STF) começou com críticas da defesa do general Augusto Heleno, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). O advogado Matheus Milanez levantou questionamentos sobre a atuação do relator do processo, ministro Alexandre de Moraes, durante a fase de interrogatório de testemunhas.
Milanez afirmou que a inclusão de novos arquivos no processo, dias antes da análise no plenário, comprometeu a defesa. Segundo ele, houve uma “postura ativa” do magistrado ao interrogar uma das testemunhas com base em publicações feitas nas redes sociais que, segundo a defesa, não constavam oficialmente nos autos.
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“O juiz deveria ser imparcial e afastado da causa. Temos que compreender se aqui temos um juiz julgador ou um juiz inquisidor”, declarou o advogado.
O julgamento apura a suposta tentativa de golpe de Estado envolvendo Bolsonaro e integrantes de seu núcleo político e militar. A ação penal examina se os investigados articularam medidas para impedir a posse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em janeiro de 2023.
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