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Moraes afirma que advogado não deve censurar o magistrado: “Juiz não pode ser samambaia”

O ministro ressaltou que o juiz "não só pode, como deve fazer perguntas, principalmente nos interrogatórios"

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          Nesta terça-feira (9/9), o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, afirmou que o magistrado deve fazer perguntas nos interrogatórios, durante o julgamento da suposta trama golpista, que tinha como intenção impedir a posse de Lula nas eleições em 2022. Segundo Moraes, “não cabe a nenhum advogado censurar um juiz”.

          “Não cabe a nenhum advogado, nenhum advogado, censurar o magistrado, dizendo o número de perguntas que ele deve fazer. Há argumentos jurídicos quanto mais importantes do que ficar contando o número de perguntas que o advogado fez e que o juiz fez”, declarou o ministro durante a leitura inicial das questões preliminares antes de seu voto.

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          Foto: Egberto Nogueira
          Ministro do STF, Alexandre de MoraesFoto: Egberto Nogueira
          Reprodução: YouTube/TV Justiça
          Alexandre de Moraes no primeiro dia do julgamento de Jair Bolsonaro no STFReprodução: YouTube/TV Justiça
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          Alexandre de MoraesFoto: Igo Estrela/Metrópoles
          Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles
          Ministro do STF Alexandre de Moraes é relator dos casos que envolvem Bolsonaro no STFFoto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

          Moraes enfatizou que o papel do juiz não é ser uma “samambaia jurídica”: “Ele não só pode, como deve fazer perguntas, principalmente nos interrogatórios, os interrogatórios são exatamente o momento em que a defesa pode expor a sua autodefesa a partir dos réus e consequentemente o juiz deve tirar, desde que não se pleiteei o direito ao silêncio, as informações, inclusive, a favor dos réus. A ideia de que o juiz deve ser uma samambaia jurídica durante o processo não tem nenhuma ligação com o sistema acusatório”, acrescentou.

          O magistrado ainda pontuou que não pode concordar com a afirmação de que um juiz “não pode atuar na produção de provas”.

          “Penso que a produção de provas suplementares pode ser até favorável ao réu. Então, o juiz deve buscar, nós aprendemos isso desde o primeiro ano dos bancos de direito, da faculdade dele, o juiz deve buscar a verdade real, a verdade material no processo penal. Então, afasto totalmente essas alegações, inclusive a alegação da violação ao direito, ao silêncio do Augusto Heleno”, completou.

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