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Em indireta a Fux, Cármen Lúcia aponta Bolsonaro como centro da trama golpista

Ministra rebateu argumentos do colega, Luiz Fux, que optou pela absolvição do ex-presidente

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          O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, nesta quinta-feira (11/9), para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros sete acusados considerados parte do núcleo estratégico da tentativa de golpe de Estado. O desfecho aconteceu após a ministra Cármen Lúcia apresentar um voto firme, em que classificou Bolsonaro como líder da organização criminosa e rechaçou posições defendidas pelo ministro Luiz Fux.

          “Diferente do que alegado, aliás, ele não foi tragado para o cenário das indulgências. Ele é o causador. Ele é o líder de uma organização que promovia todas as formas de articulação alinhada para que se chegasse ao objetivo da manutenção por comodidade do poder”, afirmou ela, sem citar Fux nominalmente.

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          Cármen Lúcia, ministra do STF e do TSEReprodução: TV Justiça
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          Ministro Luiz FuxReprodução: YouTube/TV Justiça
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          Bolsonaro registra presença no jardim de casa no quinto dia do julgamento no STFReprodução: Metrópoles
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          Mauro Cid fala ao STF para prestar esclarecimentos no inquérito que investiga o plano golpistaReprodução: Agência Brasil
          Crédito: Marcos Oliveira/Agência Senado
          Alexandre RamagemCrédito: Marcos Oliveira/Agência Senado

          Cármen descreveu o julgamento como um momento histórico em que o país se vê diante de suas próprias fragilidades democráticas. Segundo a ministra, o Brasil possui um “triste histórico de rupturas” e, mesmo após quatro décadas de redemocratização, não está imune a novas investidas autoritárias.

          Ela ressaltou que a ação penal se tornou um “encontro do Brasil com seu passado, presente e futuro”, simbolizando tanto os avanços institucionais quanto as dificuldades históricas de afirmação republicana.

          Em tom crítico, a ministra também lançou indiretas ao colega Luiz Fux quando interrompida por Flávio Dino. Na véspera, Fux havia feito um voto de mais de 12 horas, sem permitir intervenções.

          Cármen ainda destacou a coerência de seu entendimento ao longo dos anos sobre a competência do STF em casos semelhantes, numa resposta velada à mudança de posição do ministro em relação ao foro privilegiado.

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