Flávio Bolsonaro reage à maioria do STF pela condenação de seu pai: “Suprema perseguição”
Senador foi às redes sociais acusar ministros de transformar o julgamento em um “teatro” e diz que decisão já estava definida antes mesmo do processo começar
O senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) voltou a fazer duras críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta quinta-feira (11/9), após a Corte formar maioria pela condenação de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e de outros sete acusados no chamado Núcleo 1 da trama golpista.
Em publicações nas redes sociais, o filho do ex-presidente classificou a decisão como uma “suprema perseguição” e reforçou: “Querem matar Bolsonaro”. Ele acusou os ministros de conduzirem um julgamento sem provas concretas e de promoverem um “justiçamento em praça pública”.
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O senador do Partido Liberal escreveu: “Cármen Lúcia não individualiza uma única conduta de ninguém, não cita uma prova de absolutamente nada. Pessoas que não se conhecem e nunca se falaram passaram a integrar uma organização criminosa. Discurso virou prova de premeditação. Narrativas viraram fundamento jurídico”.
Em outro trecho, criticou a legitimidade do processo: “Chamam de julgamento um processo que todos já sabiam o resultado antes mesmo de ele começar. Não pelo que viria a ser produzido nos autos, mas por quem iria julgar”.
A decisão no Supremo
O julgamento avançou após a ministra Cármen Lúcia acompanhar os votos de Alexandre de Moraes e Flávio Dino, consolidando a maioria pela condenação. O ministro Luiz Fux foi o único a divergir até agora, defendendo a absolvição da maior parte dos réus. O último voto é proferido pelo ministro Cristiano Zanin, presidente da 1ª Turma.
Com a condenação praticamente selada, o STF passará à etapa de dosimetria das penas, em que cada ministro definirá o tamanho da punição de acordo com a participação individual de cada réu. Nessa fase, até quem votou pela absolvição pode opinar sobre o tempo de prisão.
As sanções podem variar desde regime aberto até fechado, dependendo do cálculo final. Em regra, o Supremo não determina prisão imediata, mas como Bolsonaro e Braga Netto já cumprem prisão preventiva, há chance de permanecerem detidos. O tempo já cumprido deve ser descontado da eventual pena.
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