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Após voto de Fux, filhos de Bolsonaro pedem nulidade de julgamento no STF

Declaração do ministro sobre “incompetência absoluta” da Corte reacendeu esperança entre filhos e aliados do ex-presidente

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          A manifestação do ministro Luiz Fux durante o julgamento da chamada trama golpista no Supremo Tribunal Federal (STF) movimentou o campo bolsonarista nesta quarta-feira (10/9). O magistrado afirmou que o Supremo teria “incompetência absoluta” para analisar o processo, o que foi interpretado como uma sinalização favorável às teses da defesa.

          Pouco depois da fala, filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e aliados políticos passaram a cobrar a anulação do julgamento. O vereador Jair Renan Bolsonaro (PL/SC) escreveu em suas redes sociais: “Anula a Inquisição!”. Já o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ) declarou que há um “cardápio de nulidades” para suspender o que chamou de “farsa conduzida por Alexandre de Moraes”.

          Veja as fotos

          Reprodução: Instagram/@jairmessiasbolsonaro
          Jair Messias Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Jair Renan BolsonaroReprodução: Instagram/@jairmessiasbolsonaro
          Foto: Ton Molina/STF
          Ex-presidente Bolsonaro registrou R$ 30 milhões em movimentações, diz Polícia FederalFoto: Ton Molina/STF
          Foto: STF
          Luiz FuxFoto: STF
          Reprodução: YouTube/TV Justiça
          Alexandre de Moraes vota pela condenação dos réus, incluindo o ex-presidente da República, Jair BolsonaroReprodução: YouTube/TV Justiça
          Reprodução: YouTube/TV Justiça
          Ministro do STF, Flávio Dino, durante voto para julgar condenação de Bolsonaro e outros sete réus nos atos golpistasReprodução: YouTube/TV Justiça

          A reação se espalhou rapidamente. Parlamentares de oposição repetiram o coro de “anula tudo” e encheram as redes de elogios ao ministro. Frases como “Fux honra a toga” e “sopro jurídico” circularam entre deputados e senadores próximos ao ex-presidente.

          No plenário da Primeira Turma, Fux sustentou que não cabe ao Supremo transformar julgamentos em disputas políticas. “É compromisso ético do julgador reafirmar que a Constituição vale para todos”, disse. Ele também frisou que não via na denúncia elementos suficientes para enquadrar os réus no crime de organização criminosa armada.

          A posição do ministro foi comemorada como uma brecha que pode levar questionamentos ao plenário do STF. Para aliados de Bolsonaro, mesmo que não haja reversão imediata das condenações, o voto abre espaço para futuras contestações caso o cenário político mude.

          O julgamento, que envolve Bolsonaro e outros sete acusados de tentativa de golpe de Estado em 2022, segue nesta semana. Até agora, Alexandre de Moraes e Flávio Dino já se manifestaram pela condenação dos réus, enquanto Fux divergiu em pontos centrais do processo.

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