PT pede prisão preventiva de Bolsonaro ao STF após indiciamento da Polícia Federal
Pedido é baseado em descumprimento de medidas cautelares, risco de fuga e indícios de crimes financeiros
O líder do Partido dos Trabalhadores (PT) na Câmara dos Deputados, Lindbergh Farias (RJ), protocolou nesta sexta-feira (22/8) um pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) seja preso preventivamente. Segundo o parlamentar, a solicitação se baseia no descumprimento reiterado de medidas cautelares, além da necessidade de garantir a ordem pública, econômica e a aplicação da lei penal.
“Acabamos de protocolar no Supremo o pedido de prisão preventiva de Jair Bolsonaro. Está claro, na fundamentação da Polícia Federal, que ele tem descumprido medidas cautelares”, afirmou Lindbergh. O deputado argumenta que a prisão é necessária para assegurar um julgamento tranquilo no processo que apura um suposto plano de golpe após as eleições de 2022, no qual Bolsonaro e ex-ministros são apontados como integrantes do chamado “núcleo 1”.
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Lindbergh ainda declarou ter recebido informações de que o ex-presidente poderia tentar se refugiar em alguma embaixada para evitar o julgamento. O alerta foi reforçado pelo relatório da Polícia Federal divulgado na quarta-feira (20/8), que revelou a existência, no celular de Bolsonaro, de um documento com pedido de asilo político à Argentina.
“É muito grave o pedido de asilo na embaixada da Argentina. Não descartamos a possibilidade de fuga. Da casa dele para a embaixada dos Estados Unidos são dez minutos”, disse o líder petista.
Outro ponto destacado por Lindbergh é a movimentação financeira considerada atípica pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). De acordo com o relatório da PF, Bolsonaro movimentou cerca de R$ 30 milhões entre março de 2023 e fevereiro de 2024, valor que, segundo os investigadores, levanta suspeitas de lavagem de dinheiro e outros crimes econômicos. Na última quarta-feira, Bolsonaro e seu filho, deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), também foram indiciados por coação no curso do processo e abolição violenta do Estado Democrático de Direito.
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